06 DE ABRIL DE 2017
DA MODA PARA AS CABINES:
Um bate-papo com a DJ Luísa Viscardi

A ex-estilista virou queridinha das pistas e garante um mix de boa música e estilo. Batemos um papo com ela sobre o cenário urbano da música e tem até dica para quem quer seguir na profissão. Vem ver!

Desde menina Luísa tem forte influência musical, passando pela música erudita até o groove eletrônico – batida que ela garante que não pode faltar nos seus setlists. Além da música, é estilista de formação e trabalhou com moda até receber um convite para discotecar. Desde então, une as duas paixões.

Adoro Maquiagem: Qual a sua relação com a música? Por que escolheu ser DJ?
Luísa Viscardi: Eu costumo brincar que fui escolhida. A música sempre fez parte da minha vida. Minha família toda sempre foi muito ligada à música. Tenho formação acadêmica em moda e trabalhava na área, mantinha o sonho de aprender a tocar, mas era algo que estava na gaveta. Em agosto de 2012 recebi um convite para discotecar e resolvi me arriscar. Lembro da minha sensação naquele dia. Tive a certeza absoluta que esse era o meu caminho de vida. Desde então, as oportunidades na música começaram a surgir com mais frequência e minhas prioridades mudaram. Como necessitava da flexibilidade que uma carteira assinada não dispõe, me desliguei da moda e fui em busca dos meus sonhos. Logo depois, passei a me dedicar mais a profissão de DJ, treinando com muito mais frequência. Comecei a explorar novas sonoridades no meu set, tendo tempo também para envolver-me em outros projetos relacionados a música.

AM: Eu vi que você é formada em moda. Seu estilo de se vestir tem relação com a sua música? Como a moda está relacionada ao seu trabalho?
LV: Eu sempre achei que a moda e a música eram totalmente interligadas. Da mesma maneira que a música servia de inspiração quando eu criava roupas, a moda serve de inspiração quando estou me arrumando para as minhas gigs. Costumo sempre entender um pouco do perfil do cliente/evento e me vestir de acordo. Se é um evento corporativo de uma marca mais séria, vou vestida mais ‘chic’. Se é um evento de hip-hop, vou mais urbana. Um evento de rock, vou carregada no preto, couro e por aí vai. Aprendi a utilizar a moda ao meu favor e criar uma espécie de personagem camaleão, me adaptando não apenas musicalmente, mas também visualmente para diferentes situações. Mesmo em um look mais patricinha dá pra ficar moderna. O importante é nunca perder a nossa essência.

AM: Quais são as suas referências musicais?
LV: Meu contato com a música vem desde a infância. Tive aulas de flauta e violão. Minha mãe estudou piano e violão, meu avô e meu pai colecionavam LPs. Lembro quando ouvi The Supremes pela primeira vez, devia ter uns 7 anos e acho que naquele momento eu senti o poder que a música tem dentro da gente. Eu diria que Disco, Funk, Soul, Jazz, Música Clássica, Italiana e Brasileira fazem parte do meu DNA. Naturalmente, quando cresci, me interessei por qualquer tipo de som que utilizasse essas sonoridades como referência. Sou fascinada pela cultura dos samples e como é possível sempre recriar em cima de algo já existente. Pegar um diamante e lapidar ele de diferentes maneiras.

AM: O que não pode faltar no seu set list?
LV: GROOVE! Em todas as sonoridades presentes no meu set, o ingrediente secreto e principal é o GROOVE! Gosto de ver as pessoas dançando e, principalmente, a mulherada rebolando muito. Minha intenção é sempre reunir músicas que representam a minha essência sem me prender a nenhum rótulo. Costumo brincar que a minha maior característica é mixar o passado com o presente. Adoro conquistar as pessoas pela nostalgia e sou uma apaixonada por clássicos de todas as épocas. Sinto um prazer indescritível em tocar sons atemporais que trazem boas lembranças pra quem está ouvindo.

AM: Como você definiria seu estilo musical?
LV: Quando comecei a tocar ficava muito na dúvida se o fato de abranger sonoridades tão distintas no meu set faria com que eu tivesse dificuldade em ter uma identidade musical perante ao público. Hoje, eu penso exatamente o contrário. Escolhi ser uma DJ freestyle (termo utilizado para DJs que tocam diversas sonoridades no mesmo set), o que não só me abriu portas em diferentes cenários como me faz muito mais feliz e completa. Eu pensava: mas se eu gosto de todas essas referências, Disco, Soul, Funk, R&B, Hip-Hop, Pop, House, Música Brasileira, Drum&Bass, porque eu não posso tocar todas elas de uma forma que me caracterize justamente por isso? Hoje fico feliz em dizer que essa é, de fato, uma das minhas maiores características como DJ e o grande motivo que me possibilita transitar em festas completamente distintas, cada uma com um set especial. As pessoas já me contratam sabendo dessa “baguncinha musical”.

AM: Como o cenário da música abraça o trabalho de DJs mulheres?
LV: Acredito que ainda existe MUITO preconceito, justamente por ser um mercado em que o sexo masculino prevalece. Em contrapartida, posso dizer que fui muito sortuda nesse aspecto. As pessoas que mais me ajudaram no começo da minha carreira, em grande parte, eram homens e grandes amigos. Claro que tiveram pessoas que falaram coisas, situações desagradáveis, mas eu nunca fui o tipo de pessoa que senta, chora e acata algum tipo de regra. Então fui, literalmente, à luta atrás do meu sonho. Fiz cursos, pesquisei, investi em equipamentos e conhecimento e evolui muito como profissional. Me apego apenas nisso, em evoluir a cada dia. Acredito que essa é a melhor lição que você pode ensinar para alguém que te desmotivou. Vai lá e faz! Lema de vida.

AM: Como você gosta de se maquiar? Qual item não pode faltar no seu nécessaire?
LV: AMO. Desde pequena sempre gostei muito de maquiagem, montação, produtos de beleza. Minha família sempre conta que quando eu tinha uns 5 ou 6 anos, íamos quase todo domingo almoçar na casa de uma tia querida e a primeira coisa que fazia ao pisar lá era ir ao banheiro dela cheio de produtos e perfumes e pedir um "SPLAY" de cabelo pra deixar o topete bem alto (Risos). Confesso que AMO um olho bafo, mas na correria do dia a dia, muitas vezes o tempo pra make/montação fica escasso e, também por conta disso, acabei virando uma apaixonada por batons. O item principal no meu nécessaire sem dúvidas é o batom. Quanto mais vibrante, diferente e colorido, melhor. Vermelho, rosa, pink, roxo, azul e até um preto. Não vivo sem! Rápido, prático e impactante.

AM: Qual a importância dos festivais de música como expressão urbana?
LV: Eu sou completamente apaixonada por festivais, acho incrível a união de pessoas de tantos lugares pela música. Sem contar a delícia que é encontrar com amigos de diferentes estados que sempre aparecem para eventos dessa proporção. Acho de extrema importância para a cena musical do país termos esses festivais, mas acho que vale a pena ressaltar alguns núcleos de menor proporção que também estão fazendo a diferença, não apenas pela curadoria, mas também pela oportunidade que ofereceram para DJs e artistas da cena local. Não poderia deixar de citar: Festival Batuque, Dekmental, MECA, Popload Festival, Jazz na Fábrica, entre outros.

AM: Qual dica você daria para quem deseja trabalhar com música? Algum conselho adicional se essa pessoa for uma mulher?
LV: Minha dica número 1 sem dúvidas é: seja uma pessoa positiva para atrair boas coisas e pessoas para seu caminho. Estude muito, busque sempre conhecimento, crie uma identidade e não fique sentado esperando as coisas acontecerem. Pesquise, esteja sempre em movimento, gere conteúdo, cuide da sua comunicação e da imagem que quer passar para o público, tudo isso é extremamente importante para o desenvolvimento de uma carreira artística. Para as “girls power” maravilhosas, meu conselho adicional seria: façam tudo isso vezes três, se destaquem cada vez mais e não deixem ninguém desmerecer vocês, seja pelo sexo ou por estarem começando. Lembrem-se: todo mundo foi aprendiz um dia e as coisas levam o tempo necessário para acontecer. Não tenha pressa, respeite o tempo do universo, de o melhor de você e vai lá e faz.

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